Nosso santo café da manhã!

café

Olá pessoal! Uma coisa que está me chamando muita a atenção ultimamente, é o número de crianças e adolescentes que não fazem o desjejum, ou nosso tradicional café da manhã! Aqui em casa ele é SAGRADO! Até o pequeno tem começado a participar do mesmo! Assim que ele acorda, ele toma uma mamadeira e depois, quando estamos sentados à mesa para o café, ele está junto, mesmo que não coma nada. É por causa dessa importância do café da manhã que resolvi escrever um pouco sobre essa refeição!

O café da manhã ou desjejum é uma das principais refeições diárias, frequentemente é definido como a primeira refeição do dia, que rompe o jejum involuntário após o período de sono noturno. No Brasil, ele é tradicionalmente composto por café com leite e pão com manteiga ou margarina. Versões mais completas podem incluir: frios, biscoitos, bolos, frutas e sucos de fruta. Desta forma, a realização do desjejum representa uma oportunidade para o consumo de alimentos ricos em nutrientes como cálcio, proteínas, vitaminas, minerais e fibras.

Diversos estudos apontam os efeitos benéficos associados ao consumo frequente do café
da manhã. Dentre os benefícios destacam-se: diminuição do excesso de peso e melhoria do
rendimento escolar, incluindo melhor desempenho cognitivo, atenção, memória para atividades
escolares e frequência escolar.

Apesar de todos os benefícios desta refeição, a redução de seu consumo é uma das características
da alimentação de muitas crianças e adolescentes. Observa-se que o desjejum é a refeição mais frequentemente negligenciada. O aumento do número de indivíduos morando sozinhos e a falta de tempo para realizar essa refeição são os principais fatores que favorecem para o declínio do hábito de realizar o café da manhã.

Características ligadas aos pais e/ou ao ambiente familiar estão associadas ao desfecho,
incluindo a obesidade dos pais e o hábito de não realizar a maior parte das refeições com a família. Pais e filhos tendem a compartilhar comportamentos relacionados
à saúde inadequados. Sabe aquela famosa frase tal pai tal filho? Nos hábitos alimentares ela é uma verdade! As crianças que percebem que suas mães ou pais não fazem o café da manhã são mais propensas a apresentar o mesmo comportamento.

O hábito de realizar refeições com a família é considerado fundamental, pois tem potencial
para atuar em diferentes funções vitais incluindo a socialização da criança. Refeições com a família
envolvem atividades como a compra de alimentos, a preparação, comer e conversar; e proveem
oportunidade para que os pais apresentem comportamentos alimentares saudáveis que servirão
de modelo para os filhos. Além disso, vários estudos indicam  que as refeiçoes feitas em família, fazem com que haja um aumento no consumo de frutas e hortaliças.

Portanto, já que o estilo de vida adotado na infância é reflexo do comportamento dos
responsáveis (ou seja, de nós pais!) e irá persistir na vida adulta, interferindo diretamente nos indicadores de saúde infantil, é importante que seja incentivado o consumo do café da manhã nos ambientes em que a criança está inserida.

Fonte: HÖFELMANN, D. A.; MOMM, N. Breakfast: omission and associated
factors in schoolchildren from Itajaí, Santa Catarina state, Brazil. Nutrire:
rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. = J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP,
v. 39, n. 1, p. 40-55, abr. 2014.

Imagem: google

Dizer NÃO faz bem à saúde!

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Olá pessoal! Como todos já devem saber, uma coisa que tem me assustado muito ultimamente é o número de crianças obesas que tenho atendido no consultório. Não pela estética e sim pela saúde dessas crianças. E sabe o que mais me deixa inconformada? É a dificuldade que os pais tem de falar NÃO!!! Isso principalmente quando o assunto é comida!!! Eles não querem ser “taxados” de chatos, querem ser amados, querem agradar, mas até onde isso é o melhor para seu filho?

Quando as crianças chegam até mim, a nutricionista que será a chata da história. Isto porque ela que irá proibir certos alimentos e liberar outros. Mas será que essa culpa é realmente dela? Educação não vem de casa? Pois bem, essa tal de EDUCAÇÃO alimentar também vem!  Nossos filhos são espelhos das nossas próprias escolhas. Se eles forem acostumados a terem uma alimentação saudável desde pequenos, manterão esse hábito por toda a vida!

Para que possam ter hábitos alimentares saudáveis, nós pais temos que aprendermos a falar NÃO! Principalmente quando se trata de guloseimas.  Quanto mais segurança tivermos na decisão do não, mais fácil para a criança. Quanto mais assertivos formos nas recomendações e no exemplo, melhor para os nossos filhos. E o NÃO não é só para classificar alimentos. É para dizer, não, não está na hora de comer agora, não está na hora de comer guloseimas, não está na hora do lanche/almoço/jantar!

As crianças nos surpreendem demais! Esses pequenos são seres incríveis, que conseguem responder às nossas mensagens com muita facilidade. Ou você não percebe que seu filho faz o mesmo pedido, de maneiras diferentes para diversas pessoas? Se você não tem a segurança do não que está dando, seu filho percebe. E pode lutar contra esse NÃO!

Mas então devemos banir as guloseimas do cardápio? Com crianças pequenas, sim, devemos banir essas guloseimas do cardápio! Até porque elas nem sabem o que são essas guloseimas. O Antônio vai comigo ao supermercado sempre, e claro que algumas embalagens chamam muito sua atenção. Se ele pede, sempre explico que ele não come aquele alimento ou não bebe aquele suco e pronto! Ele entende, pois já está sendo “educado” dessa forma. Outro dia no supermercado vi uma mãe tomando um refrigerante do sabor uva e dando para a bebê de mais ou menos uns 8 meses. Essa está sendo “educada” de uma maneira completamente errada, que lhe trará consequências sérias no futuro!

Com as crianças maiores, podemos colocar as guloseimas de forma consciente no cardápio, com dias específicos, quantidades pequenas e opções mais saudáveis! Sim, hoje em dia temos opções saudáveis das guloseimas também!

Avalie qual é o melhor caminho, e se precisar de ajuda peça! Mergulhe no caminho da confiança do não – como tudo que demanda mudança, é um pouco difícil, mas muito recompensador! A saúde das nossas crianças é o melhor bem que deixamos à elas!

Receitas com Milho

 

 

 

 

 

 

Olá pessoal!

Gente um programa que eu adoro é do da Rita Lobo (Cozinha Prática) na GNT. Outro dia o alimento que ela usou foi o milho, com ele ela fez várias receitas. Aqui em casa, todos adoramos milho, por isso elas fizeram o maior sucesso!!!

Espero que gostem!!!

BOLO DE CANECA FUBÁ

Bolo de Milho de Caneca

Ingredientes:
4 colheres (sopa) de milho verde pré-cozido
4 colheres (sopa) de leite de coco
1 ovo
4 colheres (sopa) de óleo
4 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de fubá
½ colher (sopa) de fermento em pó
Canela em pó (a gosto)

Modo de preparo:
Antes de abrir, lave e seque a lata de milho. Escorra todo o conteúdo numa peneira e reserve os grãos. No copo do mixer, bata o leite de coco, o óleo, o ovo e metade do milho, até que os grãos estejam triturados (cerca de dois minutos). Acrescente o açúcar e o fubá e bata por mais um minuto com o garfo. Coloque nas canecas e leve ao microondas por 3 minutos.

sopa milho

Sopa de Milho

Ingredientes:
1 pacote de milho verde congelado (300g)
2 colheres (sopa) de óleo de milho
½ cebola picada fino
2 xícaras (chá) de leite
sal e pimenta-do-reino moída na hora (a gosto)
noz-moscada ralada na hora (a gosto)
½ colher (chá) de páprica defumada
1 colher (sopa) de cebolinha picada fino

Modo de preparo:

Leve uma panela ao fogo médio e aqueça o óleo. Junte a cebola e refogue até ficar levemente caramelizada (cerca de três minutos).
Adicione o milho e refogue por três minutos. Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Acrescente o leite, misture e deixe ferver. Cozinhe por mais dois minutos, mexendo de vez em quando. Desligue.
Com um mixer, triture os ingredientes, ainda na panela, até que os grãos de milho desmanchem – cerca de três minutos.

Se quiser uma sopa de consistência mais fina, coe o creme por uma peneira sobre uma tigela, pressionando o bagaço com as costas de uma colher para extrair o máximo de líquido que puder. Na hora de servir, salpique com uma pitada de páprica e a cebolinha picada.

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Panqueca de Milho

Ingredientes:
1 lata de milho verde
1 ovo
½ xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
½ xícara (chá) de farinha de trigo
½ colher (sopa) de fermento
2 talos de cebolinha picados
Sal e pimenta-do-reino moída na hora (a gosto)
Manteiga para untar a frigideira

Modo de preparo:
Antes de abrir, lave e seque a lata de milho. Escorra todo o conteúdo numa peneira e reserve os grãos.
Numa tigela grande, junte o ovo, o leite, a manteiga e a farinha. Mexa com um batedor de arame até ficar homogêneo. Tempere com sal e pimenta-do-reino.
Adicione o fermento, os grãos de milho e a cebolinha, misturando delicadamente.

Leve uma frigideira antiaderente ao fogo médio. Quando aquecer, unte a frigideira com um pouco de manteiga usando um papel toalha (repita esta operação antes do preparo de cada panqueca).Para medir a quantidade de massa necessária para cada panqueca, utilize uma colher de servir arroz. Coloque uma colherada na frigideira e deixe dourar por cerca de três minutos de cada lado ou até ficar cozida. Transfira para um prato e repita o processo até terminar toda a massa. Sirva a seguir.

Você conhece os vários tipos de gordura?

gorduras
Vocês sabiam que a gordura, por si só, não é prejudicial para nossa saúde?! Isso mesmo! Pelo contrário, é um importante nutriente com funções essenciais no nosso organismo.  As reservas de gordura (aquela famosa gordura localizada na barriga!!rs) protegem os nossos órgãos internos contra pancadas, por exemplo, e algumas gorduras são essenciais na produção de alguns hormônios. O que é prejudicial para a saúde é o consumo exagerado de determinados tipos de gordura e insuficiente de outros tipos. A partir do momento em que conhecemos os diferentes tipos de gorduras, quais os tipos que devemos reduzir e as que se devem aumentar, então conseguimos fazer escolhas alimentares acertadas, que nos auxiliam a atingir um consumo de gorduras consciente e saudável.
Tipos de Gorduras
Antes as coisas eram simples: devemos reduzir as gorduras saturadas, uma vez que aumentam o colesterol sanguíneo e, em compensação, consumir mais gorduras polinsaturadas. O conselho geral continua válido, mas as coisas são um pouquinho mais complexas. Sabemos hoje em dia, que temos também de levar em conta a contribuição das gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas.
As gorduras monoinsaturadas, que se encontram em abundância no azeite e no óleo de amendoim, oferecem ao nosso organismo proteção contra doenças cardíacas.
As gorduras polinsaturadas subdividem-se em famílias: ômega 6 e ômega 3. Na Europa, por exemplo, o consumo de ômega 6 é abundante, uma vez que estão presentes em muitos óleos vegetais de forma natural. Atualmente, é recomendado o consumo de gorduras ômega 3, uma vez que ele tem um efeito benéfico na saúde cardíaca, assim como um papel importante na função cerebral e na visão. Os peixes gordos, como o salmão, o arenque e a cavala, são boas fontes deste subtipo de gordura, sendo que, também podem ser encontradas em alguns frutos secos e óleos.
As gorduras insaturadas apresentam diferentes estruturas químicas: uma estrutura “cis” e outra “trans”. São denominados ácidos graxos trans ou gordura trans e, tal como as gorduras saturadas, elevam os níveis de colesterol no sangue.
Como atingimos as recomendações diárias?
A maioria das recomendações sugere, hoje em dia, que o consumo global de gorduras não deve exceder os 30-35% das calorias totais diárias. Desse total separamos em: menos de 10% devem provir de gorduras saturadas; o que significa que os restantes (20-25%) das calorias, devem derivar das gorduras mono e polinsaturadas. É também importante incluir gorduras polinsaturadas ómega 3 na dieta e minimizar o consumo das gorduras trans.
Alimentos ricos nos diferentes tipos de ácidos gordos
Tipo de gordura
Fontes
 Saturadas
 Manteiga, queijo, carne e produtos cárneos (salsichas, hambúrgueres, etc.), leite e iogurte gordos, bolos e pastéis, banhas, margarinas solidificadas, óleos de coco e palma.
 Monoinsaturadas
 Azeite, e óleos de frutos secos (amêndoas, avelãs, nozes, etc.), amendoim, abacate.
 Polinsaturadas
 Omega-3: salmão, cavala, arenque, truta, nozes, soja, linhaça, assim como os seus óleos.
 Omega-6: Sementes de girassol, germe de trigo, nozes, soja, milho, assim como os seus óleos. Algumas margarinas (verifique rótulos).
 Ácidos gordos trans
 Algumas gorduras para frituras e panificação (por exemplo, os óleos vegetais hidrogenados) utilizadas em biscoitos, produtos de confeitaria, produtos lácteos, carne gordas.

Imagem: google

Fonte: http://www.eufic.org