Alguns mitos sobre a alimentação infantil

 

alimentos-500x364

1. A criança comeu pouco, vai ficar desnutrida e doente.

Permita à criança escolher a quantidade de alimentos. Como é uma fase onde ela está descobrindo muitas coisas, ela saberá o que é o suficiente para seu organismo. A criança come para satisfazer suas necessidades. Ela não é como nós, adultos, que comemos por prazer. Lembre-se sempre que comer muito não é sinônimo de saúde!

2. O desmame é necessário para que a criança coma direito.

Ministério da Saúde incentiva a amamentação até 2 anos ou mais. Ela não atrapalha a inserção de novos alimentos. É possível equilibrar a introdução de produtos sólidos com o aleitamento materno. Isso faz bem para nós, mamães e mais ainda para nossos pequenos.

4. A criança deve comer sozinha antes de todos.

A refeição em família é muito mais saudável. Ao ver outras pessoas se alimentando ela sente o desejo de imitar. Torne as refeições divertidas, com a presença de todos os familiares, dê o exemplo colocando todos os alimentos que foram preparados em seu prato. Nossos pequenos são um espelho do que somos!!!

5. Se a criança não gostou, nunca vai gostar.

Todas as pessoas mudam seu paladar o tempo todo. Se provou e não aprovou, ou mesmo nem quis experimentar, não obrigue. Continue apresentando o alimento no prato ou na mesa. Pode ter certeza que um dia a criança mudará de ideia e vai experimentá-lo.

6. Precisa comer antes da soneca.

Caso o sono esteja chegando e o lanche ou refeição não ficaram prontos, não é preciso pânico. A criança pode se alimentar após o sono sem lhe prejudicar. Use o bom senso para equilibrar os horários das próximas refeições que acabaram sendo alterados pela soneca.

 

Água para este calor!!!

 agua-coraçao

Nos últimos dias uma coisa que me preocupa bastante é o consumo de água do meu pequeno. Na escola que ele frequenta, a água e o copo, ficam ao alcance das suas pequenas mãozinhas, e portanto fica muito mais fácil! Mas em casa precisamos sempre estar oferecendo e, com a correria do dia a dia, confesso que as vezes esqueço e ele acaba nos procurando quando já está com sede. A sede já é um sinal do nosso organismo mostrando que já está começando a faltar água. Por isso é extremamente importante criarmos o hábito de tomarmos água sem estarmos com sede!

Mas o que pode acontecer se ficarmos sem água? O sinal mais comum é a desidratação. Apesar do nome, ela não significa somente a perda de água, mas sim de água e sais minerais. O mais comum em crianças é que a desidratação seja provocada por infecções intestinais, vômitos e diarreias.

Encontramos água e sais minerais nos alimentos, principalmente frutas, legumes e verduras. Ofereça sempre esses alimentos à criança, se possível, já os deixe lavados e em um lugar que esteja no alcance dos pequenos. Especialmente nos dias muito quentes, mantenha os alimentos na geladeira.

Veja o que fazer para evitar a desidratação:

  • Mantenha a alimentação normal da criança e o aleitamento materno.
  • Ofereça mais água do que o habitual e, nos dias quentes, coloque a criança em ambiente ventilado.
  • Evite alimentos com excesso de açúcar e sal, já que esses provocam mais sede;
  •  Ofereça frutas frescas, principalmente aquelas que tem bastante água, como melancia, melão, laranja, pera, tangerina.

Dicas de alimentação para pequenos de até 3 anos

alimentac3a7c3a3o-complementar

  1. Sempre ofereça alimentos saudáveis, evitando produtos industrializados em geral.

Frutas e legumes cortados em pedaços, sucos naturais, alimentos preparados com temperos frescos, verduras (refogadas ou in natura) sempre são as melhores opções no quesito vitaminas, fibras e sais minerais. Sucos industrializados, além de conservantes, são muito ricos em açúcares.

  1. Mantenha o equilíbrio alimentar.

Energéticos: carboidratos (arroz, macarrão, pães, batatas)

Reguladores: vitaminas, fibras e sais minerais (frutas e legumes)

Construtores: proteínas (carnes, peixes, ovos e leguminosas como o feijão)

Esses 3 grupos alimentares TEM que estar sempre presentes nas principais refeições (café da manhã, almoço e jantar). Devemos sempre lembrar da importância do ferro (feijão, legumes verde-escuros como couve e brócolis) e do cálcio (presente no leite e derivados).

  1. Ofereça alimentos diversificados.

Incentive o consumo de consistências diferentes (purês, alimentos crus) na mesma refeição. Faça com que o prato apresentado seja bastante colorido e com diversas opções. Varie de um para outro dia. Deixe a criança misturar ou não os alimentos, escolher o que quer primeiro, o que não vai ingerir, o que gostou e o que não gostou. Deixe seu pequeno pegar os alimentos, senti-los, sem se preocupar com sujeira.

 

  1. Evitar alguns alimentos nesta fase onde a imunidade está sendo formada é importante.

Ovos crus (mousses que contenham claras cruas), frutos do mar, peixes grandes (como o cação) podem conter mercúrio, café e chás que reduzem a absorção de ferro do organismo (como chá mate, chá verde), sementes como castanhas, amendoins e pipoca, podem causar engasgues.

  1. Cumpra horários das refeições o máximo possível.

O correto é alimentar-se com intervalos de três horas. Refeições mais pesadas como o desjejum, o almoço e o jantar devem ser intercalados por pequenos lanches, incentivando sempre o consumo de frutas frescas, iogurtes e alimentos naturais.

Imagem: google

Receitas sem Glúten

bolo_de_fuba_receita

BOLO DE FUBÁ DIVINO 

Ingredientes:

4 ovos
1 e ½ copos de açúcar
1 copo de fubá
1 copo de farinha preparada
2/3 de copo de óleo
200 ml de leite de coco
1 colher (sopa) rasa de fermento químico em pó (para bolo)
1 colher (chá) rasa de erva doce

Modo de preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador, menos a erva doce. Acrescente a erva doce no final, despeje na forma que desejar e asse por uns 40 minutos.

Farinha preparada: 1 kg de farinha de arroz, 2 xícaras de fécula de batata, 1 xícara de maisena ou polvilho doce, 1 colher de sopa de goma xantana. Misturar tudo e guardar em recipiente fechado.

bolo-de-chocolate

BOLO DE CHOCOLATE

Ingredientes:

2 ovos
2 xíc. de açúcar
1 xíc. de óleo
2 xíc. de leite de soja
2 xíc. de farinha de arroz
2 colheres (sopa) de fécula de batata
2 colheres (sopa) de amido de milho
1 xíc. de chocolate em pó
½ colher (chá) de sal
1 colher (sopa) bem cheia de fermento químico em pó

Modo de preparo: bater tudo no liquidificador e colocar em forma untada e enfarinhada. Assar em forno pré-aquecido.

Doença Celíaca

Doença-Celiaca

A doença celíaca é uma doença autoimune (o corpo atacando as células do próprio corpo!), que afeta o intestino delgado. Dessa forma ela interfere diretamente na absorção de nutrientes essenciais ao organismo como carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água. Caracteriza-se pela intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. Caso uma pessoa com doença celíaca consuma alimentos com glúten ou traços de glúten, isso vai provocar uma reação imunológica no intestino delgado, uma inflamação crônica que impede a absorção dos nutrientes. A doença celíaca pode se manifestar em crianças, adultos e idosos. Estudos internacionais apontam que 1% da população mundial é celíaca. No Brasil ela afeta em torno de 2 milhões de pessoas, mas a maioria dessas pessoas ainda estão sem diagnóstico.

O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. Quando apresenta sintomas, o mais comum é que a doença se manifeste entre o primeiro e o terceiro ano de vida da criança. Ela começa a se manifestar quando se introduz, na alimentação, papinhas a base de pão, macarrão, bolachas, entre outros que contém o glúten. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal. Podendo levar, quando a pessoa já adulta, a osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

E se não houver sintomas? Nesse caso são realizados exames (marcadores sorológicos) em familiares de primeiro grau do celíaco, que têm mais chances de apresentar a doença (10%). Se não tratada a doença, podem surgir complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.

O único tratamento é uma alimentação sem glúten por toda a vida. A pessoa que tem a doença celíaca nunca poderá consumir alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados (farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos e outros). Atualmente existem inúmeros produtos sem glúten, portanto é muito mais fácil de ser tratada!

Glúten

Bom dia pessoal!

Ultimamente um assunto que tem me incomodado bastante são os inúmeros palpites (errados) sobre o glúten. Por isso resolvi escrever sobre ele para esclarecer algumas dúvidas. Espero que vocês aproveitem!

gluten1

O glúten nada mais é que uma proteína, composta pela mistura de duas outras proteínas: a gliadina e a glutenina. Elas se encontram naturalmente na semente de muitos cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia. Qualquer receita ou produto alimentar que apresenta, na sua composição, algum desses alimentos, vai possuir glúten, mesmo que em pequenas quantidades.

A sua capacidade de absorção de água e a sua viscosidade é que dão à massa de farinha as propriedades que a tornam apta para a panificação. A palavra glúten tem origem no latim, sendo que glúten significa cola, o que pode ser explicado porque o glúten é uma substância viscosa.

Existem dietas que excluem totalmente o glúten da alimentação, porque algumas pessoas insistem em afirmar que o glúten está diretamente relacionado com a obesidade. Na realidade o que acontece é que o glúten está presente em muitos carboidratos, portanto a redução do glúten na alimentação implica em uma redução no consumo de alimentos ricos em carboidratos e, portanto, redução nas calorias consumidas e consequentemente no peso, algo que acontece em qualquer tipo de dieta, com ou sem restrição do glúten.

É muito frequente surgir em determinadas embalagens de produtos alimentícios a frase: “Contém glúten”. Essa expressão nada mais é que um alerta para as pessoas intolerantes ao glúten não consumirem aquele produto. A eliminação total do glúten só é aconselhada a essas pessoas que são intolerantes a essa proteína. Por isso, antes de qualquer decisão, o mais adequado é procurar um nutricionista!