Tipos de Sal

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Qual a diferença do sal marinho? E o sal light? Qual é o melhor para o consumo? Ou todos os tipos de sal são iguais? Tanto na na gastronomia quanto na nutrição, a variedade do mineral tem uma grande diferença no resultado final da receita, seja no sabor ou na composição nutricional. Se no dia a dia usamos basicamente a versão do sal refinado, também conhecido como “de cozinha”, e o sal grosso, para churrascos, há diversos tipos de sais, trazidos dos lugares mais inusitados do mundo, para incrementarmos nossas receitas.

Todos eles são compostos majoritariamente por sódio, mineral importante na alimentação por ser responsável pelo equilíbrio hídrico do corpo e pelas contrações musculares, entre outras funções. O que os torna diferentes é a porcentagem desse sódio e também as outras substâncias que estão presentes, como enxofre, manganês e outros minerais. Quais são então os tipos de sais que podemos encontrar?

COMUM: conhecido também como sal de cozinha ou refinado, é aquele que costumamos comprar no supermercado e usar no dia a dia para temperar os alimentos. Seu teor de sódio é de 40%.

SAL GROSSO: é o preferido dos churrasqueiros. É o produto bruto, extraído da salmoura do mar e não é refinado. Seu teor de sódio é de 40%.

SAL MARINHO: é visto como o mais puro sal, tem quase toda sua composição de cloreto de sódio, pois é extraído da evaporação da água do mar. Simplesmente é o sal de cozinha antes de ser refinado! Seu teor de sódio é de 42%.

LIGHT: ele tem um teor de sódio bem menor, quando comparado ao sal comum. Apresenta um sabor mais amargo e menos salgado. É mais indicado para pessoas hipertensas, já que possui somente 18 % de sódio, mas para pessoas com problemas renais, o risco é o meso, pois mantém o cloreto de potássio.

FLOR DE SAL: é feita com cristais retirados da camada superficial das salinas, é utilizada para finalizar pratos. Deve ser usada com cuidado devido ao excesso de sódio, magnésio, iodo e potássio. Seu teor de sódio é de 45%.

SAL ROSA DO HIMALAIA: é considerado um dos mais puros sais, e deixa um sabor suave nos alimentos. Sua cor salmão é por causa da composição mineral de manganês e ferro. Tem a metade da concentração de sódio dos outros sais, portanto é ótimo para os hipertensos. Seu teor de sódio é de 23%.

Obesidade, ingestão de sal em excesso e hipertensão

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A Hipertensão Arterial é uma doença perigosa e silenciosa, por isso precisa de uma atenção especial. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 25% da população brasileira apresenta o problema. Desse total, mais de 50% está na terceira idade e 5% é composta por crianças e adolescentes. (o que que me deixa muito preocupada!)

Mas porque se preocupar tanto om a doença? Simplesmente porque “a doença” pode ocasionar acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e até infarto do miocárdio. Os sintomas da hipertensão arterial são inespecíficos e se confundem com outras doenças. As principais queixas são dor de cabeça (principalmente na nuca), zumbido no ouvido e tontura, isso segundo o professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Dr. Roberto Alexandre Franken.

A hipertensão pode estar relacionada a perda da função normal das artérias, ou então quando o volume de sangue se torna muito alto. Quando o coração bate, ele bombeia sangue para o corpo, esse processo cria uma pressão sobre as artérias, que é chamado de pressão arterial sistólica, cujo valor normal é 120 mmHg (milímetros de mercúrio). Quando esse valor é superior a 140, é considerado hipertensão. Há também a pressão arterial diastólica, que indica a pressão nas artérias quando o coração está em repouso (entre as batidas). O número normal é 80, e é considerada hipertensão quando é superior a 90.

Para o professor, os principais fatores que contribuem no crescimento no número de casos de hipertensão arterial entre a população brasileira são os hábitos alimentares, que hoje são ricos em sal, e o aumento de indivíduos obesos. (Olha a obesidade aqui de novo!)

“Existem dois tipos de hipertensão arterial: uma delas é a hipertensão primária, que geralmente é causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida, como o excesso de ingestão de sal, que aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos, pois para que o sangue não fique com níveis altos de sódio, os rins absorvem mais água para diluí-lo. Já a secundária é aquela que tem uma causa bem definida, como doenças endócrinas”, diz o Dr. Franken.

De acordo com o cardiologista, os cuidados básicos para evitar o aumento da pressão arterial são: a alimentação correta e a prática de exercícios. “Deve se evitar a ingestão de sal. Atualmente, a dieta das pessoas tem em média 10 gramas de sal por dia, porém 3g já são o suficiente. O ideal é não ultrapassar 6g”, explica.

Para o especialista, em todas as consultas médicas o paciente deve ter sua pressão arterial aferida. “Mesmo com os tratamentos que podem ser realizados com medicações, adequação ao peso e restrição ao sal, a nossa maior arma contra essa doença é o diagnóstico precoce”, finaliza.

Fonte: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.