Obesidade Infantil

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A obesidade é uma doença crônica, complexa, de etiologia multifatorial e resulta de balanço energético positivo. O seu desenvolvimento ocorre, na grande maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Apesar de englobar vários fatores, o aumento crescente do número de obesos no mundo indica a PODEROSA participação do ambiente no programa genético. Mudanças ocorridas no estilo de vida e nos hábitos alimentares, com o aumento do sedentarismo e o maior consumo de alimentos de alta densidade energética, explicam esse fato.

Um dos períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade tem sido observado em crianças de sete a nove anos de idade, portanto, é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade nessa fase devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e algumas formas de câncer decorrentes da obesidade na idade adulta.

Um ponto relevante quanto à prevalência da gordura corporal excessiva na infância refere-se à precocidade com que podem surgir os efeitos danosos à saúde, além das relações existentes entre obesidade infantil e sua persistência até a vida adulta; ou seja, é GRANDE A CHANCE DE UMA CRIANÇA OBESA SE TORNAR UM ADULTO OBESO.

Segundo um estudo desenvolvido por Fisberg em 2005, alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da obesidade exógena na infância: desmame precoce e introdução de alimentos complementares não apropriados, emprego de fórmulas lácteas incorretamente preparadas, distúrbios do comportamento alimentar e inadequada relação familiar.

A realidade atual tem demonstrado aumento considerável da prevalência da obesidade nos países em desenvolvimento. No Brasil, o modelo da prevalência mundial também se repete. Na faixa etária pediátrica, estudos nacionais demonstram prevalências de excesso de peso que variam entre 10,8% a 33,8% em diferentes regiões. Dados do IBGE, mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, a partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras.

Com a obesidade crescendo, precisamos cuidar ainda mais das nossas crianças, e esse cuidar se aplica em todos os aspectos. Desde a gestação, aleitamento materno, introdução alimentar e relação afetiva. Só assim conseguiremos torná-los adultos saudáveis!!!!

Fonte: Obesidade na Infância e Adolescência: Manual de Orientação (Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria)

Imagem: Google