QUAIS ALIMENTOS AS CRIANÇAS LEVAM PARA A ESCOLA?

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Você saberia dizer quais são os alimentos mais consumidos pelas crianças brasileiras na hora do lanche? Não?! Pois pasmem: eles não primam pelo alto valor nutricional. Ao contrário.   Uma pesquisa que envolveu uma detalhada investigação da lancheira de 800 estudantes do ensino fundamental em escolas particulares, revelou excesso de gorduras e açúcar – e falta de vitaminas, fibras e sais minerais. As nutricionistas Eliana Zacarelli e Hellen Coelho, da Universidade de São Paulo, conduziram o estudo. Elas avaliaram cada um dos alimentos trazidos pelas crianças às escolas. Para se ter uma ideia, o campeão da lista, a bisnaguinha, tem o dobro de gorduras de um pão de forma comum. Com base em vários desses cálculos, as especialistas sugerem “trocas realistas” (leia-se: um tipo de pão por outro – e não por chuchu ou acelga). Isso pode ajudar a melhorar hábitos alimentares – e a deixar as crianças longe da faixa do sobrepeso, caso de 10% delas no Brasil.

Bisnaguinha

Consumo diário, segundo a pesquisa: três pães
Calorias (em kcal)*: 150
Comentário: contém o dobro de gorduras de um pão de forma tradicional – pesando 30% menos. Resultado: as crianças comem, em média, pelo menos três delas num lanche. Além disso, faltam-lhe fibras – úteis na digestão e na prevenção do colesterol ruim (HDL). Os estudos apontam uma deficiência delas na dieta das crianças
Troca sugerida: pão de forma integral, melhor ainda se for enriquecido com grãos. De todos, é o que tem a maior concentração de fibras – mais que o triplo da bisnaguinha –, com 25% menos gordura.

Biscoito recheado de chocolate

Consumo diário, segundo a pesquisa: três biscoitos
Calorias (em kcal): 140
Comentário: a presença de gordura trans é o que chama mais atenção no rótulo. Em três biscoitos, há quase o dobro do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como limite diário para uma criança. O mesmo ocorre em relação ao açúcar. Na porção consumida estão 40% do total recomendado. Sim, ainda restam vitaminas e minerais – mas em porções irrelevantes. Para obter o suprimento de cálcio ideal, por exemplo, seria necessário comer algo como quarenta biscoitos num dia
Troca sugerida: biscoitos sem recheio, porque é nele que está concentrada a gordura trans, usada para conferir cremosidade. Os de massa seca (leia-se: maisena, aveia, leite) são ainda menos gordurosos.

 

Suco de frutas artificial

Consumo diário, segundo a pesquisa: 200 ml
Calorias (em kcal): 100
Comentário: com uma caixinha, as crianças consomem em torno de quatro colheres de sopa de açúcar – um exagero. Na comparação com um suco natural, os artificiais não têm mais do que 20% dos nutrientes. Isso se eles preservarem a polpa da fruta
Troca sugerida: só há um jeito de fugir do excesso de açúcar e da escassez de vitaminas – optar por sucos naturais.

Bolo industrializado

Consumo diário, segundo a pesquisa: uma fatia pequena ou uma unidade
Calorias (em kcal): 240
Comentário: alguns desses bolos chegam a ter (por fatia ou unidade) quatro vezes mais gordura do que o limite diário estabelecido pela OMS. Não se ganha nada ao escolher os de sabor de fruta. Ao contrário. Para que o extrato dela se torne um creme, é preciso adicionar doses extras de gordura
Troca sugerida: o bolo caseiro sem recheio. A diferença fundamental está no corte de gorduras. Elas são, em média, 20% menos do que nas versões industrializadas.

 

Bebida de soja
Consumo diário, segundo a pesquisa: caixinha de 200 ml
Calorias (em kcal): 80
Comentário: é um erro comum pensar que as bebidas à base de soja substituem o leite. Elas fornecem menos aminoácidos essenciais para o funcionamento do organismo e ainda 91% menos cálcio. Algumas são até enriquecidas com o mineral, mas mesmo essas têm um problema: o tipo de fibra presente na soja impede a absorção de 70% do cálcio adicionado.
Troca sugerida: o leite comum semidesnatado. A lactose, afinal, ajuda na absorção do cálcio.

* valores médios

Fontes: IBGE e Sociedade Brasileira de Endocrinologia

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Obesidade Infantil

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A obesidade é uma doença crônica, complexa, de etiologia multifatorial e resulta de balanço energético positivo. O seu desenvolvimento ocorre, na grande maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Apesar de englobar vários fatores, o aumento crescente do número de obesos no mundo indica a PODEROSA participação do ambiente no programa genético. Mudanças ocorridas no estilo de vida e nos hábitos alimentares, com o aumento do sedentarismo e o maior consumo de alimentos de alta densidade energética, explicam esse fato.

Um dos períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade tem sido observado em crianças de sete a nove anos de idade, portanto, é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade nessa fase devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e algumas formas de câncer decorrentes da obesidade na idade adulta.

Um ponto relevante quanto à prevalência da gordura corporal excessiva na infância refere-se à precocidade com que podem surgir os efeitos danosos à saúde, além das relações existentes entre obesidade infantil e sua persistência até a vida adulta; ou seja, é GRANDE A CHANCE DE UMA CRIANÇA OBESA SE TORNAR UM ADULTO OBESO.

Segundo um estudo desenvolvido por Fisberg em 2005, alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da obesidade exógena na infância: desmame precoce e introdução de alimentos complementares não apropriados, emprego de fórmulas lácteas incorretamente preparadas, distúrbios do comportamento alimentar e inadequada relação familiar.

A realidade atual tem demonstrado aumento considerável da prevalência da obesidade nos países em desenvolvimento. No Brasil, o modelo da prevalência mundial também se repete. Na faixa etária pediátrica, estudos nacionais demonstram prevalências de excesso de peso que variam entre 10,8% a 33,8% em diferentes regiões. Dados do IBGE, mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, a partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras.

Com a obesidade crescendo, precisamos cuidar ainda mais das nossas crianças, e esse cuidar se aplica em todos os aspectos. Desde a gestação, aleitamento materno, introdução alimentar e relação afetiva. Só assim conseguiremos torná-los adultos saudáveis!!!!

Fonte: Obesidade na Infância e Adolescência: Manual de Orientação (Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria)

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Por que consumir produtos da safra?

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Você sabia que o Brasil é um dos países que mais consome agrotóxicos no mundo? Isso porque temos a “vantagem”, por causa do nosso clima, de encontrarmos os alimentos mais variados durante o ano todo. Dentro dessa triste realidade, o que podemos fazer para muda???? Uma das alternativas é CONSUMIR OS ALIMENTOS DA ÉPOCA!!!!

As frutas e verduras típicas de cada estação, são mais naturais, suas vitaminas e minerais estão em concentrações maiores (isto porque foram respeitadas suas épocas de maturação), consequentemente, são menos susceptíveis as pragas, exigindo assim um uso bem reduzido de agrotóxicos, que invariavelmente contaminam lagos, rios e lençóis freáticos, entre muitos outros pontos de relevância. Além do benefício nutricional, as frutas e legumes da época são mais baratos, e, portanto, ajudam na economia financeira.

Mas lembrem-se, apesar de terem menos agrotóxicos, eles precisam ser higienizados do mesmo jeito!!!!

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Quais erros não podemos cometer na educação alimentar dos nossos filhos

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  1. Dizer Sempre Sim: A criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos deixar esse sim para algumas situações em que podemos ser mais liberais.
  2. Lanches Fora de Hora: o ideal são 6 refeições diárias e evitar as beliscadas fora desses horários.
  3. Oferecer Comida Como Recompensa: “ Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a idéia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
  4. Ameaçar Castigos para Quem Não Cumpre o Combinado: “ Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar o ódio que a criança sente das saladas.
  5. Brincadeiras na Mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
  6. Ceder ao Primeiro Não Gosto Disso: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas pelo menos, experimentar não custa nada. E esse experimentar deve ser, no mínimo, 3 vezes; e se possível, em preparações diferentes.
  7. Substituir Refeições : Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
  8. Tornar a Ida a Uma Lanchonete, Um Programão : A comida de casa fica meio sem graça.
  9. Servir Sempre a Mesma Comida : A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar e faltará inúmeros nutrientes.
  10. Dar o Exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e somente beber refrigerantes.
  11. Lembrar-se sempre que somos nós que temos o poder de compra. Portanto, se não tiver guloseimas, a criança não irá comer!

 

Fonte: ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica

Imagem: Google

Colesterol

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A aterosclerose, ou popularmente conhecida como “endurecimento das artérias”, na maioria das vezes só se torna aparente na idade adulta. No entanto, os processos fisiológicos que causam a formação das placas nas paredes das artérias, obstruindo as mesmas e, portanto, interferindo no fluxo sanguíneo, começam na infância. Os níveis de colesterol no sangue podem ser um indicador de que o processo desta doença está em curso.

Nos adultos, os níveis elevados de colesterol total e de lipoproteína de baixa densidade (LDL,mais conhecido como “mau” colesterol), e consequentemente níveis baixos de lipoproteínas de alta densidade (HDL, mais conhecido como “bom” colesterol) estão associados com um maior risco de aterosclerose. Sabe-se que, o aumento do HDL pode ser benéfico, já que essa lipoproteína tem efeito protetor. Mas como isso acontece? Os níveis sanguíneos elevados de LDL promovem o depósito de colesterol e outras substâncias gordurosas nas paredes das artérias, as HDL funcionam como captadores na corrente sanguínea, fazendo a remoção do colesterol ruim que possa vir a danificar as artérias.

Cerca de 80% do colesterol circulante do organismo é produzido pelo fígado, o restante (20%) vem da alimentação. O mais importante é que, o Departamento de Agricultura dos estados Unidos, em sua mais nova publicação sobre o colesterol, afirma que o colesterol dos alimentos não faz mal ao coração. Isso mesmo, não é o colesterol dos alimentos que faz aumentar o colesterol sanguíneo. Além de não aumentar o colesterol sanguíneo, o colesterol dos alimentos faz com que a taxa de HDL seja elevada, o que protegerá o coração.

Mas então porque atualmente vemos tantas crianças com alteração no colesterol? Por causa do alto consumo de alimentos ricos em gordura saturada, como salsicha, bacon, frios, bolachas recheadas, nuggets, queijos muito amarelos, doces, lanches e fast foods. Além de alterarem o colesterol, eles causam danos irreversíveis nas artérias e o excesso pode levar a obesidade.

Por isso, lembrem-se sempre, o ideal é o consumo de COMIDA DE VERDADE!!!!!

Tipos de Sal

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Qual a diferença do sal marinho? E o sal light? Qual é o melhor para o consumo? Ou todos os tipos de sal são iguais? Tanto na na gastronomia quanto na nutrição, a variedade do mineral tem uma grande diferença no resultado final da receita, seja no sabor ou na composição nutricional. Se no dia a dia usamos basicamente a versão do sal refinado, também conhecido como “de cozinha”, e o sal grosso, para churrascos, há diversos tipos de sais, trazidos dos lugares mais inusitados do mundo, para incrementarmos nossas receitas.

Todos eles são compostos majoritariamente por sódio, mineral importante na alimentação por ser responsável pelo equilíbrio hídrico do corpo e pelas contrações musculares, entre outras funções. O que os torna diferentes é a porcentagem desse sódio e também as outras substâncias que estão presentes, como enxofre, manganês e outros minerais. Quais são então os tipos de sais que podemos encontrar?

COMUM: conhecido também como sal de cozinha ou refinado, é aquele que costumamos comprar no supermercado e usar no dia a dia para temperar os alimentos. Seu teor de sódio é de 40%.

SAL GROSSO: é o preferido dos churrasqueiros. É o produto bruto, extraído da salmoura do mar e não é refinado. Seu teor de sódio é de 40%.

SAL MARINHO: é visto como o mais puro sal, tem quase toda sua composição de cloreto de sódio, pois é extraído da evaporação da água do mar. Simplesmente é o sal de cozinha antes de ser refinado! Seu teor de sódio é de 42%.

LIGHT: ele tem um teor de sódio bem menor, quando comparado ao sal comum. Apresenta um sabor mais amargo e menos salgado. É mais indicado para pessoas hipertensas, já que possui somente 18 % de sódio, mas para pessoas com problemas renais, o risco é o meso, pois mantém o cloreto de potássio.

FLOR DE SAL: é feita com cristais retirados da camada superficial das salinas, é utilizada para finalizar pratos. Deve ser usada com cuidado devido ao excesso de sódio, magnésio, iodo e potássio. Seu teor de sódio é de 45%.

SAL ROSA DO HIMALAIA: é considerado um dos mais puros sais, e deixa um sabor suave nos alimentos. Sua cor salmão é por causa da composição mineral de manganês e ferro. Tem a metade da concentração de sódio dos outros sais, portanto é ótimo para os hipertensos. Seu teor de sódio é de 23%.

Obesidade, ingestão de sal em excesso e hipertensão

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A Hipertensão Arterial é uma doença perigosa e silenciosa, por isso precisa de uma atenção especial. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 25% da população brasileira apresenta o problema. Desse total, mais de 50% está na terceira idade e 5% é composta por crianças e adolescentes. (o que que me deixa muito preocupada!)

Mas porque se preocupar tanto om a doença? Simplesmente porque “a doença” pode ocasionar acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e até infarto do miocárdio. Os sintomas da hipertensão arterial são inespecíficos e se confundem com outras doenças. As principais queixas são dor de cabeça (principalmente na nuca), zumbido no ouvido e tontura, isso segundo o professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Dr. Roberto Alexandre Franken.

A hipertensão pode estar relacionada a perda da função normal das artérias, ou então quando o volume de sangue se torna muito alto. Quando o coração bate, ele bombeia sangue para o corpo, esse processo cria uma pressão sobre as artérias, que é chamado de pressão arterial sistólica, cujo valor normal é 120 mmHg (milímetros de mercúrio). Quando esse valor é superior a 140, é considerado hipertensão. Há também a pressão arterial diastólica, que indica a pressão nas artérias quando o coração está em repouso (entre as batidas). O número normal é 80, e é considerada hipertensão quando é superior a 90.

Para o professor, os principais fatores que contribuem no crescimento no número de casos de hipertensão arterial entre a população brasileira são os hábitos alimentares, que hoje são ricos em sal, e o aumento de indivíduos obesos. (Olha a obesidade aqui de novo!)

“Existem dois tipos de hipertensão arterial: uma delas é a hipertensão primária, que geralmente é causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida, como o excesso de ingestão de sal, que aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos, pois para que o sangue não fique com níveis altos de sódio, os rins absorvem mais água para diluí-lo. Já a secundária é aquela que tem uma causa bem definida, como doenças endócrinas”, diz o Dr. Franken.

De acordo com o cardiologista, os cuidados básicos para evitar o aumento da pressão arterial são: a alimentação correta e a prática de exercícios. “Deve se evitar a ingestão de sal. Atualmente, a dieta das pessoas tem em média 10 gramas de sal por dia, porém 3g já são o suficiente. O ideal é não ultrapassar 6g”, explica.

Para o especialista, em todas as consultas médicas o paciente deve ter sua pressão arterial aferida. “Mesmo com os tratamentos que podem ser realizados com medicações, adequação ao peso e restrição ao sal, a nossa maior arma contra essa doença é o diagnóstico precoce”, finaliza.

Fonte: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.