Obesidade, ingestão de sal em excesso e hipertensão

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A Hipertensão Arterial é uma doença perigosa e silenciosa, por isso precisa de uma atenção especial. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 25% da população brasileira apresenta o problema. Desse total, mais de 50% está na terceira idade e 5% é composta por crianças e adolescentes. (o que que me deixa muito preocupada!)

Mas porque se preocupar tanto om a doença? Simplesmente porque “a doença” pode ocasionar acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e até infarto do miocárdio. Os sintomas da hipertensão arterial são inespecíficos e se confundem com outras doenças. As principais queixas são dor de cabeça (principalmente na nuca), zumbido no ouvido e tontura, isso segundo o professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Dr. Roberto Alexandre Franken.

A hipertensão pode estar relacionada a perda da função normal das artérias, ou então quando o volume de sangue se torna muito alto. Quando o coração bate, ele bombeia sangue para o corpo, esse processo cria uma pressão sobre as artérias, que é chamado de pressão arterial sistólica, cujo valor normal é 120 mmHg (milímetros de mercúrio). Quando esse valor é superior a 140, é considerado hipertensão. Há também a pressão arterial diastólica, que indica a pressão nas artérias quando o coração está em repouso (entre as batidas). O número normal é 80, e é considerada hipertensão quando é superior a 90.

Para o professor, os principais fatores que contribuem no crescimento no número de casos de hipertensão arterial entre a população brasileira são os hábitos alimentares, que hoje são ricos em sal, e o aumento de indivíduos obesos. (Olha a obesidade aqui de novo!)

“Existem dois tipos de hipertensão arterial: uma delas é a hipertensão primária, que geralmente é causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida, como o excesso de ingestão de sal, que aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos, pois para que o sangue não fique com níveis altos de sódio, os rins absorvem mais água para diluí-lo. Já a secundária é aquela que tem uma causa bem definida, como doenças endócrinas”, diz o Dr. Franken.

De acordo com o cardiologista, os cuidados básicos para evitar o aumento da pressão arterial são: a alimentação correta e a prática de exercícios. “Deve se evitar a ingestão de sal. Atualmente, a dieta das pessoas tem em média 10 gramas de sal por dia, porém 3g já são o suficiente. O ideal é não ultrapassar 6g”, explica.

Para o especialista, em todas as consultas médicas o paciente deve ter sua pressão arterial aferida. “Mesmo com os tratamentos que podem ser realizados com medicações, adequação ao peso e restrição ao sal, a nossa maior arma contra essa doença é o diagnóstico precoce”, finaliza.

Fonte: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Que tal cozinhar com seu filho?

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Uma das melhores maneiras de familiarizar a criança com boas escolhas alimentares é incentivá-la a cozinhar com você. Deixe que ela se envolver em todo o processo, desde desde a compra dos ingredientes até o preparo e depois a divisão em porções.

Quando você está comprando os alimentos com seu pequeno, explique a importância de fazer escolhas saudáveis dentre várias opções, como por exemplo, porque a escolha de peixe ao invés de carne vermelha, ou a escolha de queijos brancos no lugar dos queijos amarelos, o porque de levar frutas, legumes e verduras.

Na atribuição de tarefas para o seu filho, tenha em mente que elas precisam ser adequadas à idade. Por exemplo, você não entrega a uma crianças de seis anos de idade, uma faca afiada para cortar legumes, mas certamente pode lavar a alface.

DICAS:

Certifique-se de que você estará na cozinha em todos os momentos em que o seu filho está ajudando. NUNCA DEIXE ELE SOZINHO!

Explique como e porque você pesa e mede os ingredientes.

Use as bocas traseiras quando cozinhar no fogão. Certifique-se de que os  cabos das panelas estão voltados para dentro, para que a crianças não possa derrubá-las acidentalmente.

Ensine seu filho a importância do uso de luvas térmicas, e que, quando usando o forno, ele não pode chegar perto.

Desligue o forno e as bocas do fogão assim que terminarem a preparação.

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Você sabe o que é anemia?

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A anemia nada mais é que uma doença que é causada pela falta de ferro no organismo. A falta desse mineral pode ser causada por vários fatores, como por exemplo uma dieta pobre em alimentos que contém ferro, pela falta de absorção dele pelo organismo e também perda de sangue. Ela pode acometer qualquer pessoa, sobretudo crianças menores de três anos de idade, mulheres e gestantes.

Pessoas com deficiência de ferro podem apresentar cansaço constante e sem motivo aparente, dor de cabeça, tontura, irritabilidade e falta de atenção. As crianças podem ter dificuldade de aprendizagem, infecções frequentes e atraso de crescimento. Já os adultos ficam menos tolerantes aos exercícios, têm menor rendimento no trabalho, além de outros sintomas como palpitação, falta de ar, desânimo, queda de cabelos e enfraquecimento das unhas.

Atualmente, com o alto consumo de alimentos industrializados e a diminuição do consumo de frutas, legumes e verduras pelas crianças, a anemia vem aparecendo cada dia mais. Os alimentos industrializados são pobres em nutrientes, pois a maioria contém somente excesso de açúcar e gorduras. Uma dieta rica em ferro inclui carnes em geral (frango, carnes vermelhas, peixes), feijão, lentilha e verduras escuras (couve, brócolis, agrião, rúcula, espinafre e beterraba).

Para enriquecer e melhorar a absorção da substância, o ideal é o consumo de frutas cítricas (laranja, limão ou acerola) durante ou após (como sobremesa) a refeição. A vitamina C dessas frutas contribui para o aumento da absorção do ferro. A adição de 50 mg dessa vitamina é capaz de dobrar a absorção do nutriente na mesma refeição.

Fonte: faculdadesantacasa.wordpress.com

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Agrotóxicos

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Agrotóxicos representam um grande grupo de produtos químicos (incluindo herbicidas) projetados para matar ou prejudicar insetos indesejáveis, plantas, fungos e roedores. Eles são usados ​​de várias formas e em diversos lugares, incluindo casas, escolas, parques, gramados, jardins e fazendas. Embora possam matar insetos, roedores, e ervas daninhas, alguns são tóxicos para as pessoas quando consumidos na comida e água. Mais pesquisas são necessárias para determinar, a curto e longo prazo, os efeitos reais dos agrotóxicos sobre os seres humanos. Alguns estudos demonstram relação entre alguns tipos de câncer de infância e uma exposição a alguns agrotóxico, outros estudos não chegaram às mesmas conclusões.

O que se sabe de concreto é que muitos deles perturbam o sistema nervoso dos insetos, dessa mesma forma, pesquisas mostram que eles têm o potencial de causar danos ao sistema neurológico das crianças. Portanto a melhor palavra para nós mamães, em relação aos agrotóxicos é PREVENÇÃO. Tente limitar a exposição desnecessária do seu filho para os agrotóxicos. Para isso você deve:

– Minimizar o uso de alimentos em que os pesticidas químicos foram utilizados pelos agricultores;

– Lave todas as frutas e vegetais com água antes de seu filho consome, se possível deixe de molho nem uma vasilha com água e hipoclorito;

– Para o seu próprio gramado e jardim, use métodos de controle de pragas naturais, sempre que possível.

Com essas atitudes você cuidará do futuro do seu pequeno!!!

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Dieta Vegetariana

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Desde pequeno o Antônio é uma criança que não gosta muito de carne. Ele come, mas muito pouco. Confesso que as vezes ele não quer. Na escola dele, a alimentação é vegetariana e orgânica. Por isso resolvi compartilhar o que seria essa alimentação vegetariana, já que nos últimos anos ela tem crescido em popularidade. Isso porque, desde pequenas, as crianças se tornam mais conscientes de que os animais devem ser mortos para nosso consumo. Esse conhecimento influencia, e muito, para que escolham uma dieta vegetariana.

As dietas vegetarianas tendem a ser ricas em fibras e gordura poliinsaturada, e pobre em colesterol e calorias. Existem vários graus de vegetarianismo, e o rigor da dieta irá determinar se o jovem é vulnerável a deficiências nutricionais. Embora nenhum dos tipos coma carne, aves ou peixe, há outras áreas nas quais eles variam:

Ovo-lacto-vegetarianos: consomem ovos, laticínios e alimentos de origem vegetal.
Lacto-vegetarianos: comem produtos lácteos e alimentos de origem vegetal, mas não ovos.
Vegans: comem apenas alimentos de origem vegetal, sem ovos ou laticínios.

As crianças podem ser bem nutridas em todos os três tipos de dieta vegetariana, mas o equilíbrio nutricional é muito difícil de alcançar se os produtos lácteos e ovos são completamente eliminados. Os vegetarianos, por vezes, consomem quantidades insuficientes de cálcio e vitamina D se remover produtos lácteos de sua dieta. Além disso, por causa da falta de produtos à base de carne, os vegetarianos têm, às vezes, uma ingestão insuficiente de ferro, vitamina B-12 e zinco. Se sua ingestão calórica também é extremamente baixa, isso pode causar um atraso no crescimento normal e ganho de peso.

Apesar de tudo isso, com uma alimentação ajustada, os vegetarianos podem consumir fontes protéicas adequadas. Para isso, você precisa se certificar de que seu filho receba um bom equilíbrio de aminoácidos essenciais. Como orientação geral, o mais indicado é combinar produtos de cereais (trigo, arroz) com as leguminosas (feijão, soja, ervilha). Quando consumidos os dois juntos, eles fornecem uma mistura de qualidade mais elevada no que se diz respeito aos aminoácidos do que quando consumidos sozinhos. Usamos o termo de que “eles se completam”. Por isso a junção arroz com feijão (nossa dobradinha do dia a dia) é tão rica!

Para ajudar na absorção de ferro (já que a melhor fonte desse mineral são as carnes) você pode oferecer ao seu filho frutas cítricas como sobremesa. Opções como laranja, morango, kiwi, tangerina, são ótimas fontes de vitamina C, a qual ajuda na absorção do ferro. Outro nutriente que também ajuda no aproveitamento do ferro pelo nosso organismo, é o ácido fólico. Por isso, o ideal é sempre incluir um vegetal de folha verde escura nas preparações, principalmente no almoço e no jantar.

Com uma boa orientação e uma alimentação equilibrada e variada, seu filho crescerá de forma saudável de qualquer forma. Seja ela com carne ou sem carne!

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Fazendo Escolhas Saudáveis

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Você sabe com garantir uma nutrição adequada para seu filho? Pois bem, resolvi compartilhar alguns princípios para que nós, pais, fiquemos atentos na hora de escolher os alimentos.

Variedade

Seu filho deve consumir uma variedade de alimentos. Como? Escolhendo esses alimentos dos cinco principais grupos de compõem a “Pirâmide Alimentar”. Cada grupo de alimentos fornece nutrientes importantes, incluindo carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Estes cinco grupos e porções mínimas típicas são:

Legumes: 3-5 porções por dia.
Frutas: 2-4 porções por dia.
Pão, cereal ou massa: 6-11 porções por dia.
Alimentos ricos em proteínas: 2-3 porções ao dia.
Laticínios: 2-3 porções por dia.

Fibra
A fibra é um componente não digerível, e pode ser encontrada em alimentos como frutas, legumes, pães integrais, cereais, arroz integral, feijão, sementes e nozes. Em adultos, a fibra aumentada tem sido associada com uma redução de problemas gastrointestinais. Em crianças, no entanto, o benefício comprovado da fibra é a sua capacidade de aliviar a constipação, ou seja, ela regula o número de evacuações ao dia e diminui o tempo que o alimento leva para percorrer o caminho através dos intestinos. No entanto, uma vez que as preferências alimentares e hábitos alimentares podem ser estabelecidas no início da vida, e uma vez que alimentos ricos em fibras contêm outros nutrientes, os pais devem incluir esses alimentos na dieta diária das crianças.

Proteína
Seu filho requer proteína para o crescimento e funcionamento do seu corpo, incluindo a construção de novos tecidos e produção de anticorpos que ajudam na batalha contra infecções. Sem aminoácidos essenciais (os blocos de construção das proteínas), as crianças seriam muito mais suscetíveis a doenças graves.

Alimentos ricos em proteínas: Proteína vegetal: feijão, ervilha, soja, grão de bico, lentilha (leguminosas em geral). Proteína animal: carnes, peixe, leite e derivados, ovos. Estes produtos de origem animal contêm proteínas de alta qualidade e uma gama completa de aminoácidos.

Gordura
Os seres humanos não podem viver sem gorduras! Elas são uma fonte concentrada de energia, proporcionando ácidos graxos essenciais que são necessários para uma variedade de processos corporais (metabolismo, coagulação do sangue, e de absorção de vitamina). No entanto, a alta ingestão de gordura pode causar problemas.

Como orientação geral, as gorduras devem compor menos de 30% das calorias na dieta do seu filho.Dê sempre preferência às gorduras que chamamos de “boas”, como azeite de oliva, óleo de canola ou girassol, castanhas.

Açúcar
Mantenha o consumo de açúcar do seu filho em níveis moderados a pequenos. Açúcar tem muitas calorias, as quais chamamos de calorias vazias. Damos esse nome porque eles têm pouquíssimo valor nutricional. Mesmo assim, muitas crianças consomem açúcar em grandes quantidades, como nos refrigerantes, bolachas, sorvetes, achocolatados no lugar do leite, sucos industrializados.

Sal
O sal de mesa, ou cloreto de sódio, pode melhorar o sabor de certos alimentos. No entanto, as pesquisas mostram uma relação entre o sal na dieta e pressão arterial elevada em alguns indivíduos e grupos populacionais, inclusive nas crianças.

O hábito de usar sal extra é adquirido e passado de pais para filhos. Assim, tanto quanto possível, tentar servir as suas crianças alimentos com baixo teor de sal. Na cozinha, o uso de ervas, especiarias, cebola, alho e outros temperos naturais, fazem com que você diminua a quantidade de sal usada.

Por causa das propriedades conservantes de sal, alimentos processados ​​muitas vezes contêm grandes quantidades do mesmo. Por isso evitar alimentos como embutidos, salgadinhos de pacote, macarrões instantâneos, molhos prontos, alimentos em conserva e outros petiscos vão melhorar, e muito, a saúde do seu filho!

Fonte: http://www.healthychildren.org/English/Pages/default.aspx

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CRIANÇA NÃO MORRE DE FOME!!!

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Uma verdade que sempre falo para as mães dos meus pequenos pacientes é que “CRIANÇA NÃO MORRE DE FOME!” Sim, isso mesmo! Elas não morrem de fome. Essa frase deve se tornar uma regra para todas as mamães! Falo isso para que a comida não se torne um instrumento de manipulação infantil. Nossos pequenos (digo nossos porque o meu aqui em casa é fogo! rs) tem uma capacidade enorme de captar o que nos angustia e usar isso para nos manipular.

Toda criança tem seus momentos de fixação por algum alimento (aqui em casa estamos na fase do tomate e pepino), ou então fases em que não quer experimentar novos alimentos, ou até mesmo fases que experimentam de tudo. Mas com certeza essas fazes não são problema, já que passam! O ideal é sempre manter uma dieta saudável no dia a dia da criança.

Mas como fazer quando a criança não quer comer de jeito nenhum? Durante a semana tem-se que manter uma rotina, com as refeições estabelecidas e de preferência no mesmo horário. Se ela não quer almoçar, por exemplo, nada de substituir a refeição por lanchinhos ou leite. Deixe que ela coma somente na próxima refeição e o que já está pré estabelecido. Tenho certeza que fazendo assim, logo a criança aprende e sempre vai comer as refeições como oferecidas.

Atualmente as crianças estão cada dia mais obesas e, ao mesmo tempo, malnutridas. Isso mesmo, apesar do excesso de alimentos, as calorias são vazias, ou seja, sem nenhum nutriente, o que causa a má nutrição! Por isso, vamos cuidar da alimentação dos nossos pequenos, já que somos o que comemos!!!

Imagem: google